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Ansiedade em criança: o que fazer para ajudar?

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Uma sala de aula é composta por uma diversidade de personalidades, emoções, individualidades, comportamentos distintos e necessidades diferentes por parte dos alunos. O grande desafio dos professores e pedagogos é conseguir conciliar todos os perfis dos alunos, ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento individual de acordo com as necessidades específicas de cada criança.

Sinais de ansiedade podem surgir em  algumas crianças desde cedo, o que pode levar a comportamentos relacionados, e a dificultar a interação entre os alunos, ou até o normal desenvolvimento da aula, deixando o educador numa posição complexa.

Saber identificar sinais de ansiedade nas crianças, entendendo a situação e o contexto, é essencial para ajudar o desenvolvimento psicoemocional, e é a chave para o normal desenrolar da aula. O acompanhamento da situação com a família, e partilhar todos esses momentos é essencial para um crescimento saudável da criança.

Então continue esta leitura para saber um pouco mais sobre o tema.

Ansiedade de um evento ou um problema real?

A ansiedade é uma emoção normal dos adultos, e logicamente também das crianças. Costuma estar relacionada a eventos importantes, medos ou preocupações.  Sentir ansiedade antes de uma festa, no primeiro dia de aula, no dia seu aniversário, ou alguma festa específica da escola é perfeitamente normal.

De modo geral, todas as pessoas tendem a sentir ansiedade nesses momentos novos na sua vida. Geralmente, estas situações causam algumas sensações novas, ou ligeiras mudanças de rotina como dificuldade em dormir, comer ou de concentração. Essas sensações são temporárias e não atrapalha em nada o dia-a-dia da criança.

Já o transtorno de ansiedade, é algo que perdura durante mais tempo e com maior frequência, levando a acreditar que esteja relacionado com os neurotransmissores como a serotonina e a dopamina. Neste caso, sinais exteriores de ansiedade são mais permanentes, como a preocupação excessiva, levando a criança a não conseguir controlar as suas reações.

Práticas que podem ser adotadas

Quando os sinais de ansiedade são intensos e começa a criar problemas no convívio com outros colegas e, até mesmo, com outras pessoas, é recomendado que algumas práticas por parte da escola, e de preferência com o apoio da família. Por exemplo:

  • não expor a criança em público sem aviso prévio, pois isso aumentará os seus  comportamentos e sinais, e dependendo da situação, até piorar;
  • Prática de Exercícios físicos com regularidade;
  • Evitar realizar muitas tarefas ao mesmo tempo, levando à dispersão de pensamentos;
  • Alimentação saudável;
  • Antes da hora de dormir, evitar uso de aparelhos eletrônicos em excesso;
  • Boas horas de sono;
  • Usar técnicas de relaxamento e respiração como a meditação;
  • se for preciso, converse com os familiares sobre a possibilidade de procurar a ajuda de um profissional. Embora ter momentos de ansiedade seja algo comum em todos nós, em alguns casos, se revela muito prejudicial à criança.

Convivendo com a Ansiedade

A ansiedade é uma reação normal a uma ameaça ou a um estresse psicológico, sendo que os primeiros sintomas de ansiedade aparecem principalmente entre os 6 e 8 anos. A ansiedade normal tem sua raiz no medo e desempenha um importante papel na sobrevivência.

No entanto, a ansiedade é considerada um transtorno quando:

  • Ocorre em momentos indevidos;
  • Ocorre com alguma frequência;
  • É intensa e duradoura, interferindo com as atividades normais da criança.

A ansiedade é uma das patologias psiquiátricas mais comuns nas crianças, sendo que cerca de 10% das crianças sofrem de algum transtorno de ansiedade. Ao compreender que existe um processo normal que leva tempo para que as coisas fiquem prontas ou aconteçam, crianças tornam-se mais felizes. A paciência melhora o aprendizado e diminui a ansiedade, já que elas aprendem a ouvir, pensar antes de falar e argumentar.

Ensinar paciência exige envolver as crianças nesse processo, explicando a necessidade de aprender a esperar e fazer brincadeiras que não incluam o uso de aparelhos eletrônicos.

Se você acha que pode ajudar outros pais e professores com este texto, não deixe de compartilhá-lo nas redes sociais. O importante é motivar todos a compreender e ajudar a combater a ansiedade.

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