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Brigas de crianças: O que fazer quando crianças brigam?

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Brigas entre crianças, até mais ou menos 6 anos de idade, são comuns e normais. Até esta idade, embora às vezes as crianças já tenham um vocabulário bastante vasto, existe uma imaturidade psíquica e neurológica. Ou seja, a criança ainda não desenvolveu capacidades para se comunicar e resolver conflitos com maturidade. Devido ao comportamento, mais uma vez, completamente normal, típico dessa faixa etária, brigas acontecem.

Por que as crianças brigam?

Muitas vezes, brigas acontecem simplesmente por causa de sono, fome, cansaço, variações de humor no geral. Outras vezes, as brigas podem ter uma motivação um pouco mais profunda, mas independentemente do motivo, uma coisa é fato, quando se sentem atacadas, as crianças contra-atacam, mesmo quando não houve uma má intenção da parte do outro. Crianças contra-atacam quando se sentem contrariadas, invadidas, ameaçadas. É através da discórdia que as crianças expressam os seus sentimentos, o que elas gostam e o que não gostam, o que elas querem ou não, enfim, o que as está incomodando. 

Por que os desentendimentos são importantes?

Os momentos de desacordo são uma oportunidade para pais e educadores ensinarem para as crianças que as pessoas são diferentes umas das outras. Uma oportunidade de mostrar que todos nós temos pensamentos, sentimentos, vontades e desejos que nem sempre estão de acordo com os dos outros. Entretanto, não é tarefa fácil ensinar para as crianças como resolver conflitos, trata-se de um exercício constante de paciência.

O que fazer quando crianças brigam?

Antes de qualquer coisa, é importante compreender os tipos de conflito que são normais em diferentes faixas etárias para melhor ajudar as crianças a construirem recursos para lidar com suas emoções. Por exemplo, é muito comum e normal, crianças na educação infantil disputarem por objetos e espaços, pois ainda estão aprendendo a cooperar e compartilhar. Pais e professores devem ajudar as crianças a expressar seus sentimentos para os amigos e colegas. Uma forma de fazer isso pode ser dizendo em seu ouvido o que a criança deve repetir.

A intervenção, tanto quando um dos pais ou professor está presenciando a briga ou depois que o episódio já aconteceu, é necessária para que as crianças aprendam que brigar não é uma atitude construtiva. O tipo de intervenção vai depender da gravidade das agressões. Caso seja uma agressão física muito forte, talvez o ideal seja separar as crianças até que se acalmem e conversar com elas juntas depois que o estresse emocional do momento já tenha passado.

Atenção: intervir não é tomar partido

Um erro muito comum cometido por adultos ao apartar uma briga de crianças é colocar a criança que bateu no papel de vilão, a que apanhou no papel de vítima e a si mesmo no papel de juiz, dizendo o que é certo ou errado. Cuidado, pois isso retira das crianças a oportunidade de processarem o que aconteceu e pode levar a criança que é tida como vítima a ter sentimentos de fragilidade, enquanto que aquela que é tida como vilã a se sentir injustiçada.

É melhor sempre estabelecer um diálogo respeitoso, olhando nos olhos e com fala baixa, dando oportunidade a todos para se expressarem, mantendo uma postura imparcial, principalmente quando as motivações da briga são subjetivas e não ameaçam a segurança física de ninguém. A intervenção deve ser feita de tal forma que as crianças sintam e entendam que as suas opiniões e necessidades serão ouvidas, sem que precisem se alterar. Pais e professores não são juízes, mas intermediadores que auxiliam as crianças a assumir responsabilidade pelas suas atitudes e a pedir desculpas pelos seus atos.

Como prevenir as brigas: identificando gatilhos

A forma mais eficiente de lidar com brigas entre crianças é prevenir que aconteçam em primeiro lugar, mas como fazer isso? Através da observação e da identificação de gatilhos que levam a criança a adotar um comportamento agressivo. Por exemplo, se um pai ou uma mãe já sabem que seu filho tem uma tendência a ser agressivo quando está com fome, é importante ficar atento a esse período antes da refeição. Um professor que já conhece seus alunos e sabe que uma criança em particular tem o hábito de apertar os olhos e manter um olhar fixo antes de agredir um coleguinha, deve prestar atenção aos sinais e intervir antes que o aluno chegue ao ponto extremo.

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